A
Garota Dinamarquesa tem
uma história de relevância que traz, como de costume, as nuances de Tom Hooper
junto. Ainda que, aqui, os maneirismos do cineasta sejam menos incomodativos do
que eram, por exemplo, em Os
Miseráveis e O Discurso do Rei. Fã de lentes
grande-angulares, famosas por distorcerem a imagem e causarem estranheza, além
de viciado em planos estáticos que jogam seus personagens para o canto da tela
– aparentemente porque sim e ponto -, Hooper recorrentemente prefere chamar
mais atenção para si mesmo do que para o seu filme, como se tivesse uma
necessidade patológica de apontar que existe um diretor por trás daquela obra.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
DEADPOOL
Abandonarei qualquer formalidade
nesse texto, a exemplo do próprio Deadpool,
que já começa com créditos que, ao invés dos habituais nomes dos envolvidos com
a produção, antecipam os clichês com que essa vai lidar. O engraçado – ou talvez,
aquilo que é menos engraçado em todo o filme – é que o longa-metragem realmente
se entrega a todos os lugares comum do subgênero dos filmes de super-heróis, o
que se por um lado é, ok, entendi, bacana porque brinca com o espírito de “foda-se”
do projeto, por outro parece desperdiçar o potencial de um roteiro que na maior
parte do tempo se mostra tão inteligente e hilário – e não por acaso os tais
créditos do início já antecipam “Roteiristas: esses sim os verdadeiros heróis”.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
BONECO DO MAL [Papo de Cinema]
Estreia no dia 18 de fevereiro, eu já vi e já escrevi sobre, lá no Papo de Cinema. Só clicar aqui.
"...alternando entre o inteligente e o extremamente estúpido. Até que decide escolher um dos dois."
"...alternando entre o inteligente e o extremamente estúpido. Até que decide escolher um dos dois."
sábado, 6 de fevereiro de 2016
O REGRESSO
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
ROCKY II: A REVANCHE [Papo de Cinema]
No Papo de Cinema, rolou maratona dos filmes do Rocky Balboa, e eu escrevi sobre Rocky II: A Revanche:
"Rocky é o povo, e suas lutas não são apenas boxe, são aquelas para fazer a esposa feliz, para conseguir uma casa digna, roupas confortáveis e bonitas, e para manter seu emprego. A luta no ringue é apenas uma expressão final dessas que enfrentamos todo o dia."
A minha crítica completa pode ser lida clicando aqui.
FILHO DE SAUL
Filmado na fechada razão de aspecto
1.37:1*, com baixíssima profundidade de campo e montado em longos planos sequência
que quase nunca abandonam a nuca do personagem título, Filho de Saul nos força assim a uma perspectiva claustrofóbica e
angustiante, construindo situações e ambientes complexos apenas com os sons e
borrões que cercam o protagonista, um judeu obrigado a trabalhar no campo de
Auschwitz, na Alemanha nazista. Nesse sentido, o filme poderia ser considerado
tão 3D quanto qualquer outra produção hollywoodiana que viesse com os óculos
junto, pois sua capacidade de instigar a imaginação do espectador a trabalhar a
seu favor, tem como resultado a sensação de que, apesar de não ser possível ver
muito dos cenários e acontecimentos por onde passa Saul, esses mesmos possuem
profundidade e tridimensionalidade palpáveis, e por isso mesmo, uma dimensão totalmente
nova: o desespero.
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