Primeiramente, não li o livro de Jack Kerouac
que deu origem ao longa em questão, portanto, minha opinião é estritamente
baseada naquilo que vi em tela. E se o filme se manteve fiel ou não ao texto
original, se as adaptações feitas são justificáveis ou mesmo se foram boas ou
não para o resultado final, não sei dizer. Tão pouco discursarei sobre o estilo
de Kerouac e se Walter Salles foi feliz ao transpô-lo para a grande tela, ou
seja, minha crítica se por uma lado será ignorante quanto às origens da obra,
por outro estará livre de preconceitos com a mesma. Dito isso, revelo a vocês
que ao trazer um de seus temas mais recorrentes (o povo e a estrada), Salles entrega um
filme que nos torna tão passivos àquelas andanças vistas em tela quanto seu
personagem principal.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
O ESPETACULAR HOMEM ARANHA
Quando um estúdio toma posse dos direitos
autorais de adaptação para o cinema de uma obra, seja livro, quadrinho, música,
peça ou o que for, ele não os possui para sempre. O estúdio tem um tempo para
gerar um produto (filme) usando aqueles direitos de adaptação ou estes tais
direitos expiram e a obra volta ao mercado para a venda. Assim, basta o estúdio
produzir e lançar um produto adaptado da obra para renovar seu contrato e
continuar a possuí-los. É por isso que, por exemplo, a Fox sem mais o que fazer
com a franquia X-men,
produziu aquele horrível X-men Origens: Wolverine, e pelo mesmo motivo produziu logo em seguida X-men First Class. Outro
exemplo é a Warner e os filmes do Batman. Com quase seis anos sem
produzir um filme do morcegão, a produtora estava prestes a perder os direitos
da franquia, quando então lançou Batman
Begins que além de se tornar
um sucesso garantiu ao estúdio continuar de posse dos direitos de adaptação das
HQ's. E explico isso porque muito além de
um filme dirigido por Marc Webb e estrelado por Andrew Garfield, este novo O Espetacular Homem Aranha é primeiramente um filme feito por
questões comerciais. É um lançamento de uma marca que gera dinheiro para uma
produtora e precisa ser usada para este fim. Então, ao dirigir-se para assistir
o filme nos cinemas, saiba disso, não é o novo filme do diretor de 500 dias com ela, ou o novo
filme com o "co-fundador do Facebook", muito menos de Emma Stone, nem mesmo é o novo filme
do Homem Aranha. O longa
que estará indo assistir é o novo filme da Columbia/Sony.
sábado, 30 de junho de 2012
PARA ROMA, COM AMOR
Continuando seu tour pela Europa depois de
visitar a Inglaterra no excelente Match
Point, a Espanha em Vicky
Cristina Barcelona e a França
no ótimo Meia-noite em Paris,
Woody Allen desembarca (pessoalmente) desta vez na capital da Itália. E se é no
mínimo curioso ver o diretor ousando sair de sua "terra natal" (a sua
musa imóvel, Manhattan) para se aventurar nas de seus ídolos, não é menos
satisfatório constatar o nível que seus longas têm mantido nessa
"fase". E embora Para
Roma, com Amor não seja
excepcional, é ainda um exercício admirável e uma divertida visita ao icônico
humor de Allen.
sábado, 23 de junho de 2012
CARNAGE
Primeiramente gostaria de me desculpar, pois
deixei o título da postagem como "Carnage", o título original do
filme em inglês. Não que a tradução Deus
da Carnificina seja
algum absurdo, mas simplesmente não me acostumei com o nome brasileiro do qual
ouvi falar há alguns dias. Dito isso, tenho visto se comentar muito sobre
este novo filme de Roman Polanski. Alguns o acharam fraquinho, pois não tem
nenhum "grande momento", outros o adoraram apreciando seu texto e a
performance de seu elenco. Eu pendo muito para a opinião destes últimos,
afinal, grandes momentos às vezes estão disfarçados de diálogos, olhares ou de
simples posicionamentos de câmera. E assim como a grandiosidade silenciosa de
muitos momentos de Sangue
Negro, por exemplo, o longa
em questão traz cenas que embora não tenham uma trilha ostensiva, efeitos
impressionantes os tomadas impossíveis, possuem momentos épicos e tão
devastadores quanto gigantescas explosões. E tudo isso, nas devidas proporções
de um apartamento.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
VIDEOCAST CLASSE DE CINEMA #1: PROMETHEUS
Olá! Há algum tempo que penso em começar um videocast pro blog. Mas quando mal tenho tempo de escrever as críticas, pautar, gravar, editar e postar um vídeo fica ainda mais difícil. Pois ai está a primeiríssima edição! Onde eu, Yuri Correa, Ana Rosa, Fernando "Baiano" e Guilherme Pires discutimos (de maneira muito confusa) Prometheus.
Como toda a proposta do blog é fazer e aprender, ainda vamos evoluir bastante, mas para isso gostaria do seu feedback! Então, assistam, comentem e deixem ideias! Fica o vídeo logo abaixo.
sábado, 16 de junho de 2012
PROMETHEUS
Há mais de trinta
anos, um Ridley Scott no começo de sua carreira lançava aquele que seria um de
seus maiores sucessos. Em Alien
- o oitavo passageiro (de
1979), o diretor apresentava com muito talento uma das criaturas mais icônicas
da ficção científica. Hoje, três continuações, dois crossovers e mais de
três décadas depois, Scott volta para o universo de Alien, desta vez contando o prelúdio da trama
vista em 79. E eis que temos Prometheus.
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