quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O TEMPO E O VENTO

 

     O Tempo e o Vento é uma produção ousada, sem dúvidas, pois não só adapta a importantíssima e cultuada obra de Érico Veríssimo (que não li), como também aposta muitas fichas em um drama de época nacional, algo bem diferente das habituais comédias produzidas por nosso cinema (estas cada vez piores), que ao menos garantem o retorno de verba. Produzido pela Globo filmes e pela Downtown filmes, o projeto é claramente feito para se tornar posteriormente uma minissérie da rede Globo, assim como sucedeu a Chico Xavier e O Bem-Amado recentemente, por exemplo. Algo que obviamente prejudica o material quando posto em forma de longa-metragem, seja por sua fotografia muitas vezes televisiva ou pela montagem que claramente corta grandes nacos de sua narrativa para encaixá-lo nas costumeiras duas horas de duração. E no fim, o produto que não foi pensado como um filme, gera um apenas mediano.

ÚLTIMOS DOIS EPISÓDIOS DE "BREAKING BAD" SERÃO MAIS LONGOS



     Peter Gould, co-produtor executivo e roteirista do seriado Breaking Bad confirmou através de sua conta no Twitter que os dois últimos episódios da quinta e última temporada da série serão um pouco mais longos do que o normal. Ao invés da média de quarenta e cinco minutos, os episódios terão em torno de setenta e cinco, com comerciais, ele adverte. O que calculo é que cada um dos dois últimos segmentos de Breaking Bad, Granite State e Felina, tenham em torno de uma hora bruta de duração. Uns minutinhos a mais para nos despedirmos desta que vem se mostrando uma série imperdível e admirável em todos os seus quesitos.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

INVOCAÇÃO DO MAL


   A verdade é que, Invocação do Mal, novo filme de terror dirigido por James Wan (que tem provado sua competência através de projetos como Jogos Mortais e Sobrenatural), está repleto de clichês do gênero, desde os brinquedos assustadores, passando pela criancinha esquisita da família que fala com os espíritos, até aquela olhadinha no espelho que revela um sustinho escondido no canto. Mesmo a estrutura do longa é formuláica e repete os arcos explorados à exaustão por todos os filmes da franquia Atividade Paranormal, que consiste basicamente em começar aos pouquinhos, com um pé sendo puxado aqui, uma porta batendo ali e um vulto passando acolá, para chegar ao final então já sem medo de mostrar os espíritos/demônios e outras entidades que estejam atormentando os nossos protagonistas. Ainda assim, Invocação do Mal se mostra suficientemente inteligente para reconhecer seus lugares comuns e aproveitá-los a seu favor, fazendo do exemplar de terror, um filme que realmente assusta.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

ESTREIAS DA SEMANA (13/09/2013)

    Nesta primeira edição eu comento as principais estreias da sexta-feira dia treze de setembro, como Rush - No Limite da Emoção, Invocação do Mal, Aviões, Dose Dupla e Lovelace. Confira o vídeo abaixo!

     Não deixe de comentar, curtir e assinar o nosso canal.




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

RUSH - NO LIMITE DA EMOÇÃO



     Ainda que tenha realizado bons trabalhos no passado, tais como Apollo 13 e Uma Mente Brilhante (entre os mais conhecidos), o diretor Ron Howard nunca possuiu uma identidade visual bem estabelecida, e na maioria das vezes a qualidade de seus filmes está diretamente ligada aos roteiristas que os escrevem. Assim, é até um alívio ver o nome de Peter Morgan nos créditos do filme, já que seu trabalho anterior junto ao diretor foi o ótimo Frost / Nixon. Aliás, escrever bons roteiros baseados em fatos reais parece estar se tornando um tipo de especialização para Morgan, que no passado também escreveu os roteiros de O Último Rei da Escócia e A Rainha. Porém, conforme avançamos na trama de Rush, descobrimos que desta vez Howard, sim, apresenta certa estilização visual que em meio a maioria de seus trabalhos se destaca através de planos inventivos e de uma montagem frenética e acertada. E é justamente no roteiro que acaba residindo o elo mais fraco do projeto, já que o texto de Morgan parece ter preguiça de começar o longa, de aprofundar seus personagens, e por fim, de terminar o filme.

ELYSIUM


     Nesta que é sua segunda empreitada cinematográfica, o diretor Neill Blomkamp traz de volta a temática que já havia explorado no seu excelente Distrito 9, a separação e a marginalização de uma espécie, remetendo outra vez ao apartheid, um triste evento na história humana que o cineasta, nascido na África do Sul, parece conhecer bem. E se lá no longa dos alienígenas a segregação se dava então em Joanesburgo, o que colocava a metáfora muito mais próxima da trama, aqui, o também roteirista Blomkamp parece apenas ter aumentado a analogia para uma escala planetária.