Primeiramente, eu não li o livro
do John Green, e já cansei de falar aqui que filme é filme e obra que o
originou é, enfim, obra que o originou. São coisas distintas e DEVEM a
princípio – vá saber, a proposta pode mudar eventualmente – serem independentes.
Resumindo: não ter lido um livro não faz de ninguém menos apto a avaliar um
longa-metragem adaptado do mesmo. Então deixem o “mimimi” aqui neste parágrafo
se querem saber a opinião oficial do Classe
de Cinema sobre A Culpa das Estrelas.
Livres do “mimimi”? Beleza! É bobinho? É. É Meloso às vezes? É. Isso quer dizer
que o filme é ruim? Não. Graças a um punhado de intérpretes carismáticos é
possível se envolver e se importar com o arco bonitinho e – surpresa! – sóbrio de
Hazel e Gus.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
MALÉVOLA
Há um bom filme aqui em Malévola. A icônica vilã da versão
Disney de A Bela Adormecida sempre
foi um dos antagonistas mais interessantes concebidos pelo estúdio; não há
história contada por trás de suas ações, não há motivo aparente ou explicado
para que condenasse à morte uma criança recém-nascida. É este ímpeto genuíno de
maldade que faz até hoje da longilínea e córnea algoz um dos mais intrigantes e
amedrontadores vilões. Contar sua história era tentador, como em parecido caso,
era especular as origens do Space Jockey de Alien
– O Oitavo Passageiro. Aqui, porém, não só narrar a origem da personagem é
relevante, como também o longa-metragem propõem-se a inverter completamente o ponto
de vista daquele clássico de 1959. E analisado de forma crua, a princípio o
resultado possui um enredo funcional e interessantíssimo: Uma fada protetora de
um reino encantado apaixona-se por um menino humano, por quem é abandonada e
mais tarde traída devido a obsessão do então homem de tornar-se rei.
Amargurada, a fada torna-se uma feiticeira que se vinga amaldiçoando a filha do
antigo amado, só para mais tarde descobrir que tem afeição pela menina. De
fato, há um bom filme em Malévola,
uma pena que esteja escondido sob os escombros da desastrosa condução do
estreante diretor Robert Stromberg.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
NO LIMITE DO AMANHÃ
Eficiente diretor de ação, Doug
Liman une seu talento para transformar até mesmo o mais caótico cenário de
batalha em um mise en scène
compreensível, a uma estrutura narrativa tirada diretamente de Feitiço do Tempo. Trazendo um sempre
competente Tom Cruise como protagonista, No
Limite do Amanhã, além de um filme divertido, acaba por se revelar também mais
um pequeno acerto na carreira do ator depois dos bons Oblivion e Jack Reacher.
Não são filmes para o Oscar ou destinados a se tornarem os maiores lançamentos
de sua semana, mas tampouco são medíocres ou esquecíveis.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO
Apesar de protagonizados por
seres dotados de poderes especiais, os filmes da franquia X-Men encontraram sua força não na ação desenfreada ou no deslumbre
técnico, mas sim no lado humano de seus personagens e na alegoria sobre o preconceito
contra minorias, grupos étnicos, etc. Os discursos de X-Men: O Filme, X-Men 2, X-Men: O Confronto Final e X-Men: Primeira Classe poderiam ser encaixados nos contextos da discriminação com homossexuais, islâmicos,
mulheres, religiões afrodescendentes, entre muitos outros grupos cuja liberdade
de expressão e disseminação na sociedade é vista com maus olhos pela maioria
das pessoas que compõe a mesma. Desta forma, os quatro filmes – excetuo aqui,
claro, o ruim X-Men Origins: Wolverine
e o apenas bom Wolverine Imortal – possuíam
um riquíssimo subtexto político-social que engrandecia e aprofundava léguas
incontáveis o seu alcance dramático. Ao se afastar um tanto deste tema e ao deixá-lo
apenas subentendido, este novo X-Men:
Dias de um Futuro Esquecido poderia facilmente perder seus alicerces e decepcionar
como parte de uma série de produções tão importantes, porém, recheando uma
elaborada trama com personagens que a esta altura já são amplamente conhecidos
e queridos pelo público, a nova investida de Bryan Singer no Universo X se mostra
tão eficiente e memorável quanto os longas que a antecederam, empolgando do
início ao fim. Inteligente, divertido, dramaticamente complexo e cativante.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
quinta-feira, 15 de maio de 2014
GODZILLA
Tendo aparecido pela primeira vez
em 1954 no longa-metragem japonês Gojira
de Ishirô Honda – sobre o qual escrevi aqui - o monstro chamado em terras
ocidentais de Godzilla tinha tudo para voltar ao solo americano com segurança
depois do remake galhofa dirigido por Roland Emmerich em 1998. Afinal, Gareth
Edwards tem em seu currículo Monstros,
filme de baixo orçamento que também lidava com criaturas gigantes, ainda que
estas servissem muito mais como catalisadoras, proporcionando uma visão
bastante humana da situação de perdas de vida em massa. Então quem seria mais
apropriado para dirigir a nova incursão do monstrengo nas telonas? A resposta?
Aparentemente qualquer um, já que o cineasta visto anteriormente some em meio a
um roteiro raso, arrítmico, trôpego e repleto de maniqueísmos óbvios. Acaba
divertindo eventualmente, é verdade, embora a palavra correta fosse mesmo “distraindo”,
já que diversão implica em se entusiasmar. Esse Godzilla se leva muito a sério. Não deveria.
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