sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O HOBBIT: A DESOLAÇÃO DE SMAUG



     De certa forma, esta segunda parte de O Hobbit sofre e se beneficia, ao mesmo tempo, de se tratar de uma parte do meio de uma trilogia: aproveita, sim, não ter de apresentar seus personagens, coisa já muito bem feita no longa anterior, partindo desde o início para a ação, que permeia quase todo o desenrolar de sua trama. O que não parece ser o suficiente para salvar o ritmo truncado e às vezes até anticlimático que se apega ao longa, principalmente em sua primeira metade.

sábado, 7 de dezembro de 2013

"NINFOMANÍACA" GANHA CARTAZES INDIVIDUAIS PARA SUAS DUAS PARTES


     O novo filme do titio Trier acabou de ganhar mais dois cartazes que entram para a vasta galeria que o loga já vem acumulando, desta vez os anzóis buscam fisgar o especador para assistirem individualmente as parte 1 e 2 do projeto. Lembrando que Ninfomaníaca - Parte 1 estreia por aqui no dia 10 de janeiro de 2014!







sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

CARRIE, A ESTRANHA



     Conduzido com segurança pela diretora Kimberly Peirce, esta nova versão para o cinema de uma das obras mais famosas e adoradas do escritor Stephen King encontra o seu maior problema no fato de que possivelmente boa parte de seu público já conhece a história de Carrie até de trás para frente. O que claro, não é culpa da produção, que entrega um longa funcional apesar de um pecadilho e outro, porém, colocado ao lado da versão dirigida por Brian De Palma, por exemplo, o longa de 2013 não apresenta nenhum elemento que se destaque, a não ser obviamente, seu efeitos visuais. Sendo assim, por mais eficiente e divertido que seja rever a história da tímida garota com poderes telecinéticos, gozada na escola pelos colegas e oprimida pela mãe ultra-religiosa em casa, não creio que esta revisita ao livro de King irá se sustentar na memória dos espectadores por tantos anos apenas por possuir uma técnica mais modernizada. Não quando a cena do baile na versão de De Palma atravessa os anos como um exemplo de montagem em favor da tensão.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

TRAILER: "O ESPETACULAR HOMEM ARANHA 2"


     Saiu então o primeiro trailer da continuação do mediano O Espetacular Homem Aranha (o porque de eu achá-lo mediano você pode ler clicando AQUI), com o subtítulo de A Ameaça de Electro, que apesar de precisar de uns retoque e de uma melhor renderizada nestes efeitos, promete aí uma batalha épica para o cabeça de teia, que pelo visto terá de lidar com três grandes vilões desta vez. Como diria Scar: "perdoe-me não pular de alegria, mas minhas costas doem". Fiquem com o trailer abaixo do filme que volta a ser dirigido por Marc Webb e estreia no dia primeiro de maio do ano que vem por aqui.

PS- O filme mudou de roteiristas, agora estes são Alex Kurtzman e Roberto Orci, que, se por um lado foram responsáveis pelo texto dos dois ótimos Star Trek's dirigidos por J.J. Abrams, por outro também escreveram os detestáveis Transformers 2 e 3 para Michael Bay... Realmente não sei o que esperar.



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

THE WALKING DEAD: S04E08 - TOO FAR GONE



     Estive vendo e revendo este oitavo episódio da quarta temporada de The Walking Dead desde que o assisti pela primeira vez, e ainda me deixa boquiaberto tamanho capricho visto na carpintaria dramática (leia-se: montagem) vista aqui, algo que depois do excepcional Ozymandias de Breaking Bad, não esperava ver de novo este ano ainda. Servindo como fechamento de um arco que começou com a cena final da segunda temporada, este Too Far Gone prova que não necessariamente uma temporada tem que representar uma estrutura com início, meio e fim dentro de uma série para a televisão, algo que os realizadores da série em questão já haviam deixado claro (causando até mesmo muitas revoltas entre os fãs mais impacientados) com o final mais pessoal e humano que resolveram adotar na temporada passada (da qual gosto muito, aliás).

     Unindo as duas tramas que vinha construindo separadamente, a do Governador e a do grupo na prisão, este novo episódio dedicou-se inteiramente a resolução final dos conflitos entre estas duas forças, e o melhor, de um modo a agradar tanto a quem acompanha apenas a série, quanto àqueles que também conhecem as HQ's, o que é surpreendente tendo em vista o quão o seriado vinha se distanciando de sua obra original, mas deixo para falar desta comparação na segunda parte deste texto. Agora gostaria de comentar a série independente da adaptação.

     Dramaticamente falando, os últimos dois episódios que dedicaram-se a humanizar o Governador se mostraram aqui mais do que necessários, dando um peso equivalente ao de Rick ao personagem, e ver estas duas figuras se embatendo frente a frente foi como ver dois protagonistas lutando pelo papel principal dentro de sua própria história, ainda que cada um tenha se definido muito bem como herói ou vilão, uma complexidade que tornou cada soco desferido um no outro mais significativo que o próximo. E claro, nada mais apropriado do que o grande vilão finalmente morrer pelas mãos de Michonne, cuja querida Andrea fora morta mesmo que indiretamente pelo antagonista. O que me leva, aliás, aos quesitos técnicos deste episódio, e nisto gostaria de comentar a associação perfeita entre a fotografia e a montagem, que atravessam com extrema fluidez a batalha final, dosando momentos mais dramáticos entre aqueles de pura ação desenfreada, tudo aliás, embalado por um melancólico tema inédito composto por Bear McCreary (segue abaixo alguns dos meus planos favoritos do episódio).

  
 
 

     Por outro lado, Too Far Gone também foi um dos episódios mais fiéis às HQ's que a série já produziu, apesar de no contexto, ser bem diferente. Por exemplo, ao invés de Tyreese, é Hershel quem acaba sendo decapitado pelo Governador com a espada de Michonne na frente de todos, embora o bom velhinho de fato viesse a morrer nesta cena na obra original, confesso que fiquei sentido, pois o personagem na série de televisão era a alma e a consciência do grupo. Falando em mortes, mas nada a ver com os quadrinhos, a morte da garotinha protegida do Governador acabou perdendo sua força em meio aos eventos. Entendo sua importância para a trama do episódio, mas talvez ela poderia ter sido melhor encaixada, já que no momento em que surge para o personagem, parece não lhe fazer muita diferença. Porém, devo admitir que o modo como a menina morre trás para o episódio aquele momento que tem se tornado obrigatório nesta temporada, de zumbis aparecerem e servirem de ameaça de um jeito criativo, aqui, num terreno de inundações relâmpago.

     De qualquer forma, fica abaixo a minha comparação entre os planos vistos na série que procuraram se aproximar daqueles vistos nas HQ's, o que aliás, achei muito bacana da parte do diretor Ernest R. Dickerson - responsável pelo excelente primeiro episódio da segunda temporada, que também possuía uma eficiente montagem.


O Governador, na já famosa e icônica cena do tanque, fecha o cerco e exige que o grupo da prisão se renda.




Enraivecido com a recusa de cooperação de Rick, o vilão decapita com violência um dos queridos membros do grupo da prisão. Nos quadrinhos, Tyreese, aqui, Hershel.




Cansado de negociações, o Governador ordena que o tanque invada a prisão e que seus soldados matem todos lá dentro.




Após a batalha da prisão, os zumbis tomam conta do lugar (na cena da série podemos ainda ver a mulher que Rick deixara se transformar em zumbi no primeiro episódio desta temporada)



Psico, física e emocionalmente abalados, Rick e Carl abandonam a prisão perdidos de seus companheiros de grupo. Tanto nas HQ's quanto na série, o nosso protagonista insiste para o menino: "não olhe para trás".


AZUL É A COR MAIS QUENTE



     Baseado na graphic novel escrita por Julie Maroh (que ainda não li, erro que corrigirei em breve), La Vie d'Adèle (A Vida de Adèle do original em francês) ganhou o título em português traduzido direto do nome da obra que o originou, Le Bleu est une Couleur Chaude, o que não poderia ser mais apropriado, já que não há como se analisar Azul é a Cor mais Quente sem usar como base o sábio uso das cores dentro de seu universo, em especial, obviamente, o azul, elemento que o diretor Abdellatif Kechiche emprega com prudência, contando-nos através dele detalhes jamais ditos pela voz de seus personagens durante a projeção.