Claramente dividido em duas
partes distintas, Caminhos da Floresta tem
uma primeira metade arrastada e tediosa, enquanto na segunda funciona muito
melhor, ainda que, como um todo, o projeto pudesse dispensar ser um musical – o
que é algo triste de se apontar em um filme adaptado de uma peça composta pelo
sempre ótimo Stephen Sondheim.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
INVENCÍVEL
É sintomático que um filme que
conta com a direção de fotografia do mestre Roger Deakins passe despercebido
justamente nesse quesito, uma vez que Angelina Jolie volta a apresentar uma
direção comedida, algo que não havia atrapalhado a densa experiência que era o
seu primeiro longa-metragem, Na Terra do Amor e Ódio. Mas como lá ela também
era roteirista, algo que aqui fica a cargo, pasme, dos irmãos Coen, devo apenas
presumir que Jolie até agora tem se mostrado uma autora muito melhor do que a
cineasta temerária que se pôde ver aqui.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
2014: O MELHOR E O PIOR
2014 acabou - F I N A L M E N T E - depois de levar com ele pelo menos dois nomes que me comoveram profundamente: Eduardo Coutinho e Philip Seymour Hoffman. Sem contar Robin Williams, Roberto Gómez Bolaños e outros. Foi um ano longo pra [insira aqui o seu palavrão favorito], e mal consigo conceber que estamos falando do mesmo ano em que estrearam no Brasil filmes como Frozen - Uma Aventura Congelante e O Lobo de Wall Street.
Como aqui nós aprendemos (todos nós) sobre cinema, segue então a retrospectiva do ano para, juntos, avaliarmos quem foi aprovado e quem não em 2014. "Seu" Michael Bay, que no ano passado tinha surpreendido com boas notas, esse ano desabou de novo porque voltou a sair com aquela turminha braba dos Transformers, enquanto, por outro lado, os Senhores Villeneuve e Linklater que haviam sido os melhores de 2013 (Os Suspeitos e Antes da Meia-Noite não são filmes que vou esquecer com facilidade), mantiveram suas boas notas e suas boas colocações, mas houveram surpresas vindas, pasmem, até de Ryan Murphy.
OS APROVADOS
(do ótimo ao excepcional)
OS REPROVADOS
(do ruim ao insuportável)
Tanto que não merecem uma arte bonitinha...
Vão se f#d& bando filme ruim da p@%r$...
(os nomes destacados tem crítica, só clicar)
15 - Divergente
14 - Maze Runner - Correr ou Morrer
13 - Alemão
12 - 47 Ronins
11- As Tartarugas Ninja
10 - Godzilla
8 - Os Boxtrolls
7 - Rio 2
6 - A Menina que Roubava Livros
4 - Transcendence - A Revolução
O Classe de Cinema deseja a todos um feliz ano nov... Ah blá blá blá, até amanhã pessoal!
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
ÊXODO: DEUSES E REIS
Ao contrário de recente Noé, dirigido pelo sempre ótimo Darren
Aronofsky, Êxodo prefere não adaptar de forma fiel - apesar daquela visão singular - os textos da bíblia, afinal, estamos falando aqui de um filme de Ridley Scott,
um diretor que, apesar de se encontrar atualmente em uma fase ruim de sua
carreira – ainda em processo de superação do trauma que foi O Conselheiro do Crime na minha vida - nunca
abandonou uma certa sobriedade em suas tramas. E é sintomático que seja muito
melhor recebida esta versão mais realista e quase nada fantasiosa de uma
história bíblica do que foi o Noé
estrelado por Russel Crowe, que de outra maneira, não hesitava inserir em sua
trama elementos como os gigantes ou os homens que viviam muitos séculos, todos relatados
abertamente na bíblia.
domingo, 28 de dezembro de 2014
O ABUTRE
Jake Gyllenhaal dá sequência com
este O Abutre a uma série de bons
filmes que vêm compondo sua carreira, e logo depois de estrelar dois
excepcionais e distintos longas-metragens dirigidos por Dennis Villeneuve (Os Suspeitos e O Homem Duplicado), o ator encarna aqui Louis Bloom, um homem
inteligente que passa a viver como câmera freelancer, caçando as imagens mais
chocantes que consegue encontrar pela cidade para vendê-las aos
sensacionalistas telejornais locais. E como articuladores deste tipo de jornalismo
desumano e sanguinário, não é surpresa alguma – e na verdade, por si só, já uma
crítica bastante contundente - que em maior ou menor grau, todos os personagens
envolvidos eventualmente demonstrem ter um caráter corruptível.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
OPERAÇÃO BIG HERO
A Disney tem mantido um padrão
admirável em suas animações nos últimos anos, enquanto cada vez mais a outrora
impecável Pixar se torna apenas aceitável. Depois dos excepcionais Detona Ralph e Frozen, sua mais nova aposta é este Operação Big Hero, uma aposta ousada que investe na adaptação de uma
HQ da Marvel repleta de traços da cultura oriental. E que mesmo não alcançando o
nível de excelência das outras duas citadas, funciona e é carismático e divertido o
suficiente para deixar saudades quando acaba.
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