Depois do sucesso dirigido por Steven Soderbergh em 2012, não demoraria até que a Time Warner, em busca de mais arrecadação, se lançasse em um projeto de continuação para Magic Mike. A boa notícia é que o filme é divertido e nos leva a conhecer melhor o rosto dos strippers (além de seus tórax), e a surpresa é que a revisita, apesar de não se engajar em nenhum conflito, funciona muito bem.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
quinta-feira, 23 de julho de 2015
PIXELS
Dirigido por Chris Columbus, de Esqueceram de Mim 1 e 2, de Harry Potter 1 e 2, de Os Goonies e O Homem Bicentenário, chega agora este Pixels, que depois de Percy Jackson e o Ladrão de Raios, vem comprovar que Columbus definitivamente só funciona quando guiado por um bom roteiro. O que não é exatamente o caso aqui. Entregue a piadas bobas e muitas vezes constrangedoras, Pixels se salva em parte por causa das saudosistas sequências de ação envolvendo os clássicos jogos de arcade.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
HOMEM-FORMIGA
Homem-Formiga era pra ter sido dirigido por Edgar Wright, o excelente
cineasta britânico responsável pelos primorosos e ágeis Todo Mundo Quase Morto, Chumbo
Grosso, Heróis da Ressaca e Scott Pilgrim – todos nota dez, senão
mais. Porém, por mais que eu admire o roteirista e diretor inglês – e eu admiro,
isso ficou claro, certo? Sou um pouco fã, não sei se deu pra notar – é justo
dizer que seu estilo de narrativa e montagem, muito característicos (mesmo!),
destoariam do resto das produções da Marvel Studios, ainda que essas também sejam
calcadas principalmente no humor. Com a saída de Wright, entrou em seu lugar o
incomparavelmente menos talentoso Peyton Reed, que no entanto, é hábil ao
manter recursos de roteiro em que o seu antecessor teria imprimido seu estilo
próprio enquanto tenta acompanhar o ritmo de uma história concebida para ser
dirigida com muito mais velocidade – e estamos falando de um filme que já passa
voando!
sexta-feira, 10 de julho de 2015
CIDADES DE PAPEL
Novo longa gerado a partir de um
livro de John Green, Cidades de Papel é
ligeiramente melhor do que A Culpa é das
Estrelas – que já era bem agradável. Menos meloso do que o romance
adolescente fatalista de antes, essa nova empreitada no “Greenverse” (obrigado,
de nada) é mais intelectual, reflexo óbvio da personalidade do seu “casal”
protagonista, e nesse caso se aproxima mais de um As Vantagens de ser Invisível – e digo “se aproxima” porque lhe falta
comer ainda muito feijão pra alcançar o equilíbrio de complexidade e delicadeza
daquela pequena obra-prima – do que do próprio A Culpa é das Estrelas. Talvez John Hughes até ficasse contente de
ver essas obras representando as (auto)descobertas da juventude no cinema
atual, se é essa a forma que o jovem encontrou de expressar a sua rebeldia em
relação a percepção da própria mortalidade nos dias de hoje. Ainda sinto
saudades de Ferris Bueller, mas Quentin (Nat Wolff) não é um personagem ruim
também.
quarta-feira, 24 de junho de 2015
MINIONS
Se Meu Malvado Favorito funcionava regularmente era porque tinha a seu
dispor pequenas figurinhas amarelas cuja graça estava baseada em gags puramente
audiovisuais - trapalhadas, expressões e linguagem
única. Ao concentrar mais sua trama nos ajudantes de Gru (Steve Carell), Meu Malvado Favorito 2 decaía ainda mais justamente por desentender que os pequenos seres eram alívio cômico e, portanto, eficientes em
segundo plano, mas não como estrelas principais. O que nos leva ao seu filme solo, Minions, em que eventualmente algumas
piadas funcionam, só que nenhuma delas tem a ver diretamente com os minions. Ao contrário do recente e divertido
Os Pinguins de Madagascar que partia
de uma premissa e situação parecidas, os carismáticos coadjuvantes provam que,
como protagonistas, são apenas amarelos.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
JURASSIC WORLD
Jurassic Park é uma obra-prima inquestionável. Muito se valendo do
frescor de ideia, Spielberg construiu um filme com cuidado minucioso, cheio de
sequências icônicas e angustiantes - tamanha a tensão - possibilitadas graças a
efeitos visuais pioneiros que parecem não ter envelhecido um dia sequer – e
mesmo hoje, 22 anos depois, ainda há produções que não se equiparam nos
quesitos técnicos. Porém, era uma trama que, devido aos próprios elementos, funcionava
como um único filme, e assim suas continuações já nasceram todas fadadas a
fracassarem em repetir o grandioso feito. Se O Mundo Perdido (ainda sob a batuta de Spielberg!) reciclava
fórmulas que tinham funcionado no primeiro longa-metragem para criar uma
aventura apenas divertidinha, Jurassic
Park 3 veio para enterrar a franquia de vez. Ou era o que achávamos, até
que se escavassem os fósseis daquela ideia original para conceber este Jurassic World, que não, obviamente não
chega nem perto de ser o clássico que é o filme de 1993, mas que tem plena
noção disso e, apesar dos problemas, se prova um filme tenso, divertido e
nostalgicamente reverente.
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